Cavernas e Locais Fascinantes Criados pela Natureza!

Thumb Cavernas e Locais Fascinantes Criados pela Natureza!

Os grandes engenheiros, arquitetos e artistas plásticos que nos perdoem, mas a natureza realmente cria belas obras sem qualquer assistência humana — embora ainda sejamos nós a avaliar, é verdade. Ok, “mas o ser humano faz parte da natureza!”, diria um espírito inquisidor.

Uma resposta? Deixe qualquer filosofia/antropologia de lado, por um momento, e confira as imagens abaixo. São cavernas de cristais com milhões de anos, reatores nucleares naturais, pedras que deslizam na areia e calçadas feitas como que para gigantes mitológicos.

A diversidade natural do Brasil é surpreendente. Mesmo abaixo da superfície existe uma infinidade de atrativos naturais. O nosso país é o quarto do mundo em quantidade, qualidade e extensão de cavernas. Ter tudo isso debaixo dos próprios pés é uma boa justificativa para conhecer esse mundo.

Caverna dos Cristais (México)

A Caverna dos Cristais, localizada no México, traz as maiores formações do gênero de que se tem conhecimento. O crescimento, entretanto, é incrivelmente lento: uma altura equivalente a um prédio de dois andares pode demorar vários milhões de anos para ser alcançada. De acordo com os pesquisadores, é possível que existam bolsões com líquido no interior desses cristais gigantes — caldos que podem trazer vidas microscópicas.

Caverna do Diabo – Eldorado/SP

Essa talvez seja a caverna mais turística do Brasil. A parte aberta para visitação tem escadas, passarelas, pontes e iluminação artificial. Acompanhado de um monitor, você vai caminhar por 700 metros conhecendo as estranhas e gigantescas formações rochosas que surgiram no interior da caverna durante anos e anos do gotejamento de água.

O nome é um tanto assustador para uma caverna. E fica ainda mais assustador quando você descobre que no seu interior existe uma formação natural que lembra a face de uma caveira, que quando iluminada, reflete uma luz vermelha nos supostos “olhos”. Esse clima de mistério é um dos motivos que leva tantas pessoas a conhecer o local.

A Caverna do Diabo é a maior do estado de São Paulo e fica no município de Eldorado, em uma região que abriga a maior concentração de cavernas da América do Sul.

O Olho do Saara (Mauritânia)

Também conhecido como Estrutura de Richat, o local se assemelha a um enorme alvo com 50 quilômetros de largura. De fato, a formação é tão grande que algumas missões espaciais pioneiras a utilizavam como ponto de referência.

De acordo com a explicação predominante entre os cientistas, trata-se do resultado de porções de terra elevadas que acabaram desgastadas pelos ventos ao longo dos anos. Rochas de tipos diferentes, entretanto, sofrem erosão em taxas próprias, o que explicaria as formas concêntricas.

 Abismo Anhumas – Bonito/MS

O Abismo Anhumas é um dos tesouros da cidade de Bonito – MS, um dos principais destinos turísticos da América do Sul. Para quem vê de fora, o Abismo pode passar desapercebido, mas uma vez lá dentro, simplesmente você não vai acreditar no que estará vendo. A caverna tem 72 metros de altura e abriga um lago de águas absurdamente cristalinas chegando a 80 metros de profundidade.

Sabe como você faz para chegar até o fundo do Abismo Anhumas? Desce de rapel, uma técnica de descida em cordas. A descida tem 72 metros, toda em negativo, ou seja, você não apoia os pés. E tem mais! Uma vez que você está lá em baixo, você pode fazer flutuação nas águas cristalinas. Nessa atividade, você recebe colete salva vidas, máscara e snorkel para poder observar o fundo do lago e se espantar com as dezenas de cones de calcário, com quase 20 metros de altura.

Calçada dos Gigantes (Irlanda)

Para quais criaturas míticas haveria de ter sido construída semelhante estrutura? A Calçada dos Gigantes é composta por mais de 40 mil pilares vulcânicos — a maior parte em formato hexagonal. A lenda diz que calçada foi construída pelo gigante Finn McCool, a fim de transpor o mar até a Escócia e encarar seu arquiinimigo, Benandonner.

 Poço Azul – Chapada Diamantina/BA

O nome é bem sincero e apropriado. A caverna do Poço Azul é toda inundada por águas cristalinas e azuladas. A profundidade é de 16 metros e o bacana é poder flutuar com máscara e snorkel para ver as rochas no fundo da lagoa.

Para ver a água em seu azul extremo, você deve visitar a caverna de fevereiro a outubro e entre às 12h30 e 14h. Nesses períodos o raio de sol entra pela boca da caverna e a água iluminada reflete um tom azulado muito forte.

É um passeio recomendado para pessoas de todas as idades. Você pode chegar de carro até a boca da caverna e o único esforço físico será a escadaria de acesso até a lagoa. O Poço Azul está no município de Nova Redenção na região da Chapada Diamantina.

Rochas deslizantes de Racetrack Playa (EUA)

Caso alguém desinformado encontrasse uma dessas pedras em Death Valley, possivelmente pensaria em alguma forma de “animismo” — um amontoado mineral com vida própria. Afinal, o rastro deixado para trás é evidente.

Eis a explicação da NASA, entretanto. Durante os meses de inverno, formam-se camadas de gelo ao redor dessas rochas, o que as faria escorregar pela superfície — até que o verão chegue novamente e a imagem surpreenda passantes incautos.

Morro Preto – PETAR/SP

Uma das obras primas do PETAR (Parque Estadual do Alto do Ribeira), a caverna do Morro Preto possui uma das mais belas entradas de todas as cavernas do parque. E olha que não são poucas, são mais de 350 catalogadas. A vista de dentro para fora é um dos cartões postais do PETAR.

O percurso aberto para visitação é pequeno, apenas 100 metros, mas é o suficiente para chegar até um mirante de onde se tem uma visão completa da boca da caverna e do raio de luz invadindo o seu interior.

Lá dentro, foram encontrados vestígios de povos primitivos, que provavelmente utilizavam a caverna como abrigo. É muito interessante tentar imaginar como seria a vida daquelas pessoas do passado que habitavam a caverna e como aquele lugar já deve ter sido palco de muitas histórias.

Torres de gelo do Monte Erebus (Antartica)

Pode  parecer um absurdo à primeira vista, mas nem todos os reatores nucleares da Terra foram feitos por mãos (ou ferramentas) humanas. De fato, em Oklo, no Gabão, encontra-se um forjado pela própria natureza. Aparentemente, o reator se formou espontaneamente há aproximadamente 2 bilhões de anos, movido por urânio.

Pesquisadores dizem que a estrutura se manteve ativa por aproximadamente 150 mil anos, com uma produção média de 100 quilowatts e irradiando uma energia equivalente à de 100 bombas atômicas durante o período.

 Complexo Aroe Jari – Chapada dos Guimarães/MT

Aroe Jari é o nome da principal caverna do complexo e da maior gruta de arenito do Brasil, com 1.550 metros de extensão. São, ao todo, três cavernas interligadas por trilhas: Aroe Jari, Lagoa Azul e Kyogo Brado.

Esse é um dos passeios mais bonitos da Chapada dos Guimarães. Além da caminhada, cada caverna tem o seu charme. A Aroe Jari guarda uma pequena cachoeira que despenca do seu teto. A Lagoa Azul tem uma lagoa natural de 6 metros de profundidade e com águas extremamente cristalinas. A Kyogo Brado é na realidade um grande corredor de 270 metros de extensão, com iluminação constante vindo das duas entradas.

A caminhada total tem em torno de 10 km e você precisa se preparar para enfrentar o sol e o calor na região. Mas fique tranquilo, uma vez dentro das cavernas, você poderá descansar em seus salões frescos e úmidos.

Eisriesenwelt, o “Mundo dos Gigantes de Gelo” (Áustria)

A palavra acima, praticamente impronunciável para um lusófono, significa apenas “cavernas de gelo” e se refere à maior atualmente conhecida no mundo. As grutas calcárias do local se mantêm frias o suficiente para congelar qualquer porção de água em seu interior, resultando em formações colossais.

Terra Ronca – São Domingo/GO

Já ouviu o solo fazer algum barulho? No Parque Estadual de Terra Ronca, a terra não só faz barulho, como estremece com os sons dos rios que atravessam as cavernas da região. Está aí a origem do nome do parque. O local é um gigante complexo de cavernas, consagrado por especialistas do Brasil e do Mundo. São mais de sessenta cavernas “molhadas” e duzentas “secas”.

Terra Ronca é também o nome da caverna mais importante do complexo. A sua beleza começa logo na entrada. A boca atinge 96 metros de altura e 120 metros de largura. Em seu interior, salões de mais de 100 metros de altura são um espetáculo. Uma curiosidade é que uma vez por ano a caverna é o palco da cerimônia religiosa de Bom Jesus da Lapa, e o local se transforma em uma verdadeira catedral esculpida pela natureza.

A Terra Ronca sofreu um desabamento e se divide em duas áreas diferentes de visitação, a Terra Ronca I e Terra Ronca II. Na última, a grande atração é o Salão dos Namorados, uma área enorme repleta de estalactites e colunas de pedra, que dão a impressão de se estar em outro planeta.

O pavimento de Eaglehawk Neck (Tasmânia)

É razoável deixar se levar pelo ceticismo diante da imagem acima. De fato, o pavimento de Eaglehawk Neck dá a impressão de não ser completamente natural. Eis, entretanto, uma rara formação geológica de siltito, formada por rochas que se partiram em formatos semelhantes a paralelepípedos, possivelmente entre 60 e 160 milhões de anos atrás.

No momento em que a água do mar cobre as plataformas, a areia e as ondas fazem o seu trabalho sobre a rocha. O formato se deve à diferença das taxas de erosão referentes ao espaço entre as bordas da estruturas e as bordas propriamente ditas.

Pamukkale (Turquia)

A palavra acima significa “castelo de algodão” em turco, embora a estrutura se pareça muito com uma caverna de gelo e se trate mesmo de formações minerais cheias de água quente. Mas a água das termais do local são tão ricas em minérios que acabam por formar passarelas e imensos terraços “de algodão”.

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